Chuva de meteoros neste fim de semana

Estrelas cadentes, neste fim de semana

Todos os anos, a Terra passa – entre finais de julho e meados de agosto – por uma região do espaço onde o cometa Swift–Tuttle deixou um rasto de poeiras que constituem a “matéria  prima” que produz os traços luminosos que atravessam a atmosfera terrestre. Na verdade, estima-se que o “rasto de poeiras” tenha uma idade próxima de mil anos e que desde então tem proporcionado o espectáculo apreciado em todo o mundo, ao longo de séculos, por volta de 10 de agosto, data em que, em países de tradição católica, se recordava São Lourenço e as lágrimas que verteu ao ser queimado na fogueira. Só “recentemente” as “lágrimas de São Lourenço” – como ainda são designadas estas “estrelas cedentes” – foram associadas ao cometa Swift-Tuttle e à sua passagem de 1862.

Os grãos rochosos – geralmente mais pequenos do que bagos de arroz – entram na atmosfera da Terra a velocidades sempre superiores a 36 000 quilómetros por hora, do que resulta um atrito de tal forma elevado que torna luminosos os componentes atmosféricos da região por onde vai passando, a partir dos 130 quilómetros e provoca, geralmente, a sua combustão por volta dos 80 quilómetros. É raro algum destes pedaços chegar à superfície da Terra, o que, a acontecer, daria lugar à “queda de um meteorito”.

Nesta sexta-feira, o Centro Ciência Viva de Constância abre as portas entre as 21:00 e as 24:00 para acompanhar o fenómeno, quer visualmente quer com comentários a aspectos históricos de “chuvas de meteoros” e ao que cientificamente se sabe sobre as toneladas de material que, diariamente, cai para a Terra. Amanhã, o programa será repetido, entre as 21:00 e as 23:00.